sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Violência Sexual Infatil


Violência Sexual Infantil ou Abuso Sexual Infantil é qualquer conduta de caráter sexual praticada contra uma criança. Pode se apresentar como abuso sexual: toques ou carícias impróprias, molestamento, estupro, contato oral-genital, carícias nos seios e genitais. Mas também, inclui ainda comportamentos abusivos que estimulem a educação sexual imprópria a uma criança, como, por exemplo, a exposição e estímulo de fotografias pornográficas.

Onde Acontece? Quem comete o abuso? Como identificar?


O abuso sexual à criança pode ocorrer dentro da família, dentro da sua própria casa, através do pai (ou padrasto), do irmão ou outro parente qualquer, mas também fora de casa, como, por exemplo, na casa de um amigo da família, na casa da pessoa que toma conta da criança, na casa do vizinho, de um professor ou mesmo por um desconhecido. Na maioria dos casos os abusadores são da própria família e, apesar da maioria dos abusadores ser do sexo masculino, as mulheres também abusam sexualmente de crianças e adolescentes. No Brasil, estima-se que todo ano ocorram de 15 a 17 mil casos de abuso sexual contra crianças, sendo a maioria meninas.

Identificar quando uma criança está sendo abusada sexualmente não é tão simples. É comum que as crianças abusadas fiquem aterrorizadas, confusas e muito temerosas de contar sobre o incidente, sobretudo porque é difícil para uma criança ter que denunciar seu próprio pai ou um parente próximo e, a mãe, muitas vezes, finge que nada está acontecendo. Elas permanecem silenciosas por não desejarem prejudicar o abusador ou provocar uma desagregação familiar ou por receio de serem consideradas culpadas ou castigadas. O pacto de silêncio entre os familiares também é uma das dificuldades para que não se saiba dos abusos que uma criança da família está sofrendo.

Pode-se identificar o abuso a partir de mudanças de comportamentos e hábitos da criança, pela falta de apetite, mudanças no sono (trocar a noite pelo dia; insônia ou sono constante), mudanças de humor, entre outras atitudes que até então eram diferentes ao comportamento da criança.

O que fazer?


É preciso romper com o pacto de silêncio que encobre as situações de abuso e exploração contra crianças e adolescentes. Não se pode ter medo de denunciar. A denúncia pode não solucionar o problema em seu todo, mas sem dúvida, ajudará muitas crianças a terem seus direitos de volta, salvaguardados e tutelados de fato. Em caso de suspeita de violência infanto-juvenil, deve-se recorrer às seguintes opções: Conselhos Tutelares; Varas da Infância e da Juventude. Outros órgãos que também estão preparados para ajudar são as Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente e as Delegacias da Mulher. A denúncia pode ser feita por telefone: por meio do DISQUE 100 o usuário pode denunciar violências contra crianças e adolescentes, colher informações acerca do paradeiro de crianças e adolescentes desaparecidos, tráfico de pessoas – independentemente da idade da vítima – e obter informações sobre os Conselhos Tutelares. O serviço funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de defesa e responsabilização, conforme a competência, num prazo de 24h. A identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo.

Então, manolo e manola, se souber de algum caso de abuso sexual infantil, DENUNCIE!   

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

It's "involution", baby!


E aí manolos e manolas, tudo na paz? A postagem de hoje não será minha (Belchi Machado) e nem do André Fiel, mas de Isabelle França. O texto é sobre... Ah, leiam, filme que é contado antes de ser visto perde a graça! :P Só digo que o texto é fantástico, e se alguém se sentir ofendido, por favor, não se sinta assim, é só a verdade! Então, lá vai:

A incapacidade não significa exatamente o “não conseguir fazer”. Significa, na maioria das vezes, o “copiar por preguiça de fazer”. No decorrer do período evolutivo do ser humano foram desenvolvidos três pontos principais que nos distingue dos outros mamíferos: o polegar opositor, o caminhar sobre duas pernas e o desenvolvimento acentuado do sistema nervoso central, que nos concedeu a dádiva de possuir um raciocínio lógico e crítico. Vamos destrinchar então estes presentes evolutivos que “ganhamos” através dos séculos.

Se alguém perde o polegar por consequência de um acidente de trabalho, por exemplo, ele não deixará de ser consciente, um ser pensante, mas com certeza perderá significativas habilidades. Se outra pessoa nasce com uma deficiência que lhe causou má formação dos membros inferiores, ela não conseguirá caminhar, logicamente, sobre duas pernas naturais, perdendo então a função do bipedismo, mas ainda assim continuará a ser um ser consciente e crítico. No entanto, se essas duas pessoas possuírem o polegar opositor intacto e os membros inferiores sem alterações que gerem perda de função, mas se forem recipientes de um dos sete pecados capitais, a preguiça, o qual lhes impede de mover tais membros, mesmo possuindo polegar e pernas, estes seriam inúteis e eles seriam deficientes por opção.

Acompanhe o raciocínio: se outra pessoa então é representante da porcentagem dos humanos que evoluíram - e não sofreram acidentes - e possuem o sistema nervoso central intacto e apto a funcionamento, mas que, por opção ou ação daquele pecado capital inconveniente chamado preguiça, prefere não fazer uso dos recursos que este sistema lhe oferece, e ao invés de desenvolver uma crítica própria ou formar uma opinião pessoal optam por copiar a crítica do outro ou incorporar a opinião do outro como filosofia de vida, deduzo, então, que este ser é um deficiente mental por opção; aquele que possui o instrumento de trabalho, mas prefere não utilizá-lo.

Provavelmente esses deficientes não lerão até o fim, então eu não preciso me preocupar com os que vão fazer a carapuça servir com o texto. Mas se você for daqueles que leem a primeira e as últimas linhas para ver apenas o desfecho final da história, não fique triste, pelo menos você é bípede e ainda faz uso do seu polegar opositor.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Televisão é lazer?


Lazer: eis um direito social cada dia mais violado por um modelo burocrático imposto sobre nossas mentes. Pra piorar, é o próprio trabalhador que se subordina ao sistema ao tornar-se alvo de seus próprios interesses e ambições, estimuladas pela ideia da conquista de status social, quase sempre ligada à materialidade, ao consumo, como se a vida se resumisse a vitórias profissionais, conquistas materiais. É o império do ditado “tempo é dinheiro”, em que as pessoas estão sujeitas a um modelo social, aquele sistema controlador e burocrático, que resume suas vidas a tarefas profissionais. E este modelo é o mesmo que vende o entretenimento televisionado - ou na internet e meios tecnológicos diversos - como lazer.

Escravas do sistema e alienadas ao consumismo, as pessoas trabalham para consumir um “lazer” que não retribui a elas o que realmente deveria – e se espera – se de fato fosse lazer. A indústria do entretenimento tem seduzido o trabalhador/consumidor a partir de possibilidades de sensações adequadas para sua satisfação. Porém, são apenas sensações, ilusões, de que aquilo que se vê está sendo sentido. Talvez você não esteja entendo o que quero dizer, mas sendo claro e direto: é como se outros estivessem fazendo por você aquilo que quem deveria estar fazendo era você. A televisão vive o lazer com seus personagens felizes e todo aquele cenário montado para que isso ocorra, e a sensação que temos é de que estamos satisfeitos em ver, simplesmente. Tudo isso para que você tenha um “tempo” para lazer, mas não se desprenda de suas atividades. Na lógica do sistema, ganhar tempo é fundamental, e sair pra ter lazer consome o precioso tempo.


A televisão, por sua penetração na mentalidade social através de elementos psicossociais - e a fascinação produzida por suas “obras” – é uma influenciadora quase que em totalidade da organização da vida social, sendo uma difusora de “cultura” – da cultura que ela bem entender, lógico – e um veículo de alienação. Nesta perspectiva, a mídia encontra-se em lugar relevante como possibilidade de preencher o tempo livre das pessoas. No entanto, ainda que a mídia tente transmitir o contrário, devo dizer: a televisão e seus tentáculos midiáticos não podem ser encarados como substitutos do lazer.

Agora, é claro que a televisão encontra muito espaço para se reproduzir como lazer muito pelo fato de que para muitos trabalhadores, principalmente para os menos qualificados, lazer é um gasto além das despesas necessárias; e a televisão acaba por ser o meio mais fácil consegui-lo. Levando-se em conta os baixos salários, que mal cobrem as despesas essenciais, não há como usufruir de espaços que propiciem lazer propriamente dito. Mesmo nos espaços públicos livres é preciso dinheiro: transporte, um lanche, enfim, tudo é um gasto além da conta para não quem tem nem para o essencial. Neste caso, lazer é quase que um sonho de consumo. O indivíduo trabalha todos os dias para, quem sabe um dia, conseguir dinheiro suficiente para aproveitar algum tempo com sua família e possibilitado de usufruir do seu direito de lazer.     


Enfim, lazer é o tempo que o ser humano tem para pensar em si mesmo. É fundamental dar condições dignas aos trabalhadores, e isso depreende a necessidade do ser humano ter um tempo totalmente desvinculado de seu trabalho e também ter remuneração suficiente para aproveitá-lo. O lazer deve ser visto como um momento oposto ao trabalho, onde o ser humano se desprende de suas obrigações e tarefas para descansar, divertir-se e, sobretudo, desenvolver-se socialmente. 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Im-Possível


Depois do brilhante texto do meu amigo – e coautor aqui do blog – André Fiel sobre a fé, motivei-me a fazer este, que está relacionado a ter fé, acreditar e conquistar o que for possível, e até mesmo o impossível. Então, vamos lá!

Há muitas coisas impossíveis, ou talvez não exista nenhuma. Não me entenda e interprete de maneira literal, mas digo: um prefixo apenas, e sua mente passa a não enxergar possibilidades. Sei que tudo isso pode ser papo furado, ou até mesmo você pense que eu esteja escrevendo um texto de autoajuda (a arte de ajudar a si mesmo =P). Só que não; não é autoajuda. Mas, se este texto assim estiver sendo lido, espero realmente estar ajudando a alguém ou a mim mesmo (que tem mais a ver com autoajuda).


Pode ser que realmente o impossível seja apenas impossível, e ponto final. Mas, eu sou chato, insistente, e penso que só depende de cada um de nós sentirmos que somos capazes de agir além de nossos limites e daqueles que são impostos ao nosso pensamento. O impossível, na verdade, é um conjunto de coisas possíveis, que são difíceis, bem verdade, mas alcançáveis; e somos capazes de fazê-las.  

Se alguma coisa for dita impossível, e você não souber que ela o é, pode ter certeza que há possibilidades de você alcançá-la. Sim, pode ser - na verdade, é - uma contradição de palavras! No entanto, em verdade, o que nos limita é a nossa mente. O impossível é imaginação. O possível é tudo aquilo que você luta e busca realizar!

Valew, manolos e manolas, até a próxima! o/

domingo, 14 de outubro de 2012

Em época de Círio de Nazaré, a fé daqueles que vem acompanhar nossa Mãezinha percorrem a cidade com uma corrente de luz, sempre forte, sempre pulsante. Ela é quase palpável. É a fé que te dá um nó na garganta. Que te emociona. Que te motiva. É a fé que move multidões. Que move montanhas particulares na vida de cada pessoa. É a fé... apenas isso!

Mas uma outra coisa também acontece. Findada essa época, algumas pessoas tendem a deixar de lado essa fé. Tendem apenas a pronunciá-la, como que para afirmar aos outros que a possuem, que acreditam nela, mas por vezes não passa disso. Tenho uma opinião, talvez até mesmo uma opinião radical, a respeito disso.

Fé que só é dita, e não vivida, pra mim não é fé.

É sempre muito importante ressaltar que se possui fé, que a fé nos move, que ela tem poderes impossíveis de explicar. Mas a fé é algo se vive, dia após dia, é algo que se carrega, que usa como fonte de energia, como escudo, como instrumento, como filosofia de vida.

Fé é impossível de ser conceituada, mas possível de ser exemplificada. Fé é ver o tempo fechar, a chuva cair, tudo dar errado, e ainda assim seguir em frente. Fé é tomar surras contínuas da vida, cair no chão, e ainda assim, sempre ter forças para levantar. Fé é sentir cada pequeno centímetro do seu corpo gritar por descanso, e ainda assim nunca desistir. Fé também é acreditar. Acreditar que tudo vai melhorar, que as coisas boas sempre virão, que a escuridão sempre passa, e que a luz, a paz, sempre irão nos achar. Mas fé não pode ser só acreditar. Fé é acreditar e viver. "Só acreditar" é torcer. "Acreditar e viver" é fazer acontecer.

A fé move montanhas sim, mas não sozinha, pois é imaterial, etérea.  Mas quando é usada como fonte de energia, não existe nada mais forte que ela. Com a fé pulsando forte em seu íntimo, o ser humano se percebe ilimitado. Vê as barreiras diminuirem. Vê os problemas sem encolherem, e tremendo de medo, irem saindo do seu caminho. Vê a escuridão se desfazer, atordoada, diante do sorriso e das lágrimas, cheias de luz, do ser humano, agora indestrutível.

Essa é a fé. Transforma todos em super-heróis. Torna o impossível, possível. Faz o imaterial ganhar vida. Move montanhas como se fossem pequenas folhas ao vento.

Acredite. Viva.
A fé é sua, e nada irá tirá-la de você.
A fé é de todo mundo, pois ela é não tem fim.

É a fé... apenas isso!


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Aquele momento em que você percebe...


Confesso que estava preparando uma postagem reclamando acintosamente sobre o precário meio musical em que vivemos. Não que isso não seja verdade. Ele é precário, e eu ainda reclamo dele de tempos em tempos. Mas talvez a culpa não seja toda do meio musical atual.

Lembro muito bem, de quando tinha 15 anos de idade. Foi o período em que mais conheci e me apaixonei por bandas. Período em que passava horas e horas nas lojas de CD, olhando aqueles álbuns. Eles eram como ouro. Um deles era o do Rock in Rio, do Iron Maiden. Cheguei até mesmo ao ponto de quase fazer um acordo com um grande amigo meu. Por se tratar de um album duplo, dividiamos o valor, e cada um ficava com um CD. Depois de um mês, trocávamos. E assim ia.
Eu possuia um Diskman, ou CD player, ou sei lá como se chamava. Colocávamos o cd, colocávamos o fone, e ouvíamos por horas e horas. Memorizei cada segundo de alguns álbuns, como o "Antichrist Superstar" do Marilyn Manson, ou o "The Downward Spiral", do Nine Inch Nails. E quem foi que não se empolgou quando saiu o "Mesmerize" do System of a Down? Aquele lá eu quase desintegro o CD, de tanto ouvir. Sem mencionar no álbum homônimo do Slipknot, uma raridade que eu possuia com todo orgulho, que escutei uma quantidade obscena de vezes, até ser roubado. Sim, me roubaram, tamanha era o valor desse álbum. Uma das maiores tristezas da minha vida, na época. Mas o meu amor por aquelas músicas permaneceu intacto. Inclusive, 7 anos depois, aqui estou eu e sei cada uma daquelas letras, como se nem tivesse parado de ouvir.









Na época eu não sabia, mas agora eu percebo. As coisas realmente aconteceram ali. Vi o Red Hot Chili Peppers no auge da sua carreira, quando eram monstros no mundo inteiro. Vi o lançamento do cd "Meteora" do Linkin Park, e o quanto a base de fãs se expandiu. Comecei a escutar Angra no momento em que Edu Falaschi se encontrava em sua melhor forma (que foi ao lançar o "Temple of Shadows"). Vi System of a Down e Slipknot se tornarem bandas da MTV, com fãs surgindo aos montes (na época eu senti ciúmes, aquelas eram minhas bandas, haha!). Vi o Nine Inch Nails, uma das bandas que mais me marcou, simplesmente vir ao Brasil. Coisa que jamais se repetiu. Vi o Coldplay, também no seu auge, lançando aquele que é considerado um clássico, o A Rush of Blood to the Head. Vi o auge do Blink 182 (na época, eu os odiava, mas hoje eles representam nostalgia, de uma época bastante divertida e sem preocupações). Sem mencionar as bandas brasileiras. Vi O Rappa lançar o meu, até hoje, álbum favorito, O Silêncio que Precede o Esporro. Fui a diversos shows. Fui a show do Barão Vermelho. Fui a show do Skank (na época do lançamento do Radiola). Fui a show do CPM 22 em seu auge, com "Um Minuto Para o Fim do Mundo" e "Irreversível" explodindo nas rádios. E para o roqueiro que eu era na época, foi um dos shows mais divertidos que já fui. Fui ao show Acústico do Rappa, aqui em Belém, na Assembléia Paraense. Fui a show do Marcelo D2 e Dead Fish, os dois tocando um após o outro.






Me perdoem o longo texto, mas a questão é... eu tanto reclamava das coisas não aconteceram como aconteciam antigamente, que deixei de perceber que elas de fato aconteceram. E eu, facilmente impressionável, vivi tudo aquilo com muita paixão. Com muita empolgação, e muito ânimo. Mas vendo agora.... percebo que aquelas eram bandas que já existiam anteriormente, mas que faziam sucesso naquele momento. A minha reclamação em relação aos tempos atuais, era de que não haviam mais bandas boas surgindo, como era antigamente. De fato, eu vi bandas surgirem, mas por um motivo ou por outro, não me tornei fã de nenhuma delas. Todas as que me apaixonei, já existiam. Assim como ainda ocorre hoje, quando descubro novas bandas, todas já antigas.

Quem mudou na verdade, fui eu. Os anos passaram. As coisas mudaram. A vida seguiu reto, sem parar. E simplesmente percebo que não tem como eu ter a mesma paixão em buscar coisas novas. Não tem como me impressionar e me apaixonar com a mesma intensidade como antes. Por inúmeros motivos. Problemas na vida, dificuldades, pressão da sociedade para você seguir seu caminho. Você simplesmente começa a pensar em outras coisas. Não é a toa que eu não me impressione com o meio musical de hoje. Mas também não o odeio com todas as forças, como eu odiava quando tinha 15 anos. Eu estou, digamos, tranquilo.

E é por esse motivo, pelos adolescentes que eram adolescentes junto comigo, terem crescido, terem mudado, terem tido broncas, problemas na vida, que o próprio meio musical teve que se adaptar. Não adiantava ficar metendo Red Hot, Linkin Park, Coldplay em nossos ouvidos, porque em algum momento, nós paramos um pouquinho de nos importar com isso. E essas bandas foram perdendo sua relevância. Foi preciso a mudança. E antes que me encham de porrada... não, não acredito que tenha sido uma mudança boa. Mas isso é pra outra hora...

Não irei reclamar tão acintosamente do meio musical atual, porque eu não me importo com ele. Ele enche o saco, mas não é aquela coisa que faz diferença, sabe? Me incomoda é ver tantas bandas favoritas minhas perderem a relevância. Bandas como Sepultura, uma vez estavam entre os maiores do MUNDO, e agora as pessoas simplesmente não se importam com eles. Mas fazer o que? O mundo muda...

E uma coisa pra te deixar pensativo. Você, apaixonado por música! Lembra quando você reclamava que suas bandas mudavam o estilo? Odiava o termo "se reinventar"? Pois bem... a grande maioria delas, que ainda tem alguma relevância hoje em dia... é exatamente a maioria que se resolveu se reinventar. Bandas como Manson, Korn, Sepultura, (favoritas minhas, todas elas) pararam de se reinventar. Ou fizeram péssimas escolhas, como o Korn que resolveu fazer um álbum com artistas do Dubstep. Ninguém se importa muito com eles. É uma pena. São todos eles, grandes influência hoje em dia. Mas hoje em dia, povo as vezes não tá nem aí nem para pai e mãe... quanto mais para o artista que o influenciou.

Obrigado pela paciência! E se você não aguentou ler tudo! Obrigado por ter tentado! Haha!


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Recicle suas ideias: o lixo tem solução!


Nunca produzimos tanto lixo como temos produzido nas últimas décadas. Naturalmente, o processo industrialização trouxe uma produção em grande escala de novos objetos e uma mentalidade de consumo exacerbada à sociedade, que passou a consumir cada vez mais daquilo que nem sempre se precisa. E aí, com mais coisas novas sendo produzidas, maior o consumo delas, e a substituição das coisas velhas pelas novas é inevitável; assim como a produção - na verdade, transformação – das coisas velhas em lixo! Não há como não produzir lixo, mas existem maneiras de diminuir essa produção exagerada.


Vangloriamo-nos por sermos racionais quando comparados aos outros animais. Entretanto, se pararmos para pensar – “poder supremo” - no quanto desperdiçamos, veremos que não utilizamos tanto assim daquilo que nos difere dos outros animais. Nosso lixo é prova concreta do quanto desperdiçamos. O pior de tudo é que isso não nos preocupa - o que é mais irracional ainda. Ah, mas é claro que existem pessoas preocupadas com o meio ambiente e tentando desperdiçar o mínimo – meus parabéns, caso você seja um destes. No entanto, é preciso que todos se conscientizem, pois mesmo que eu e você façamos nossa parte, se houver outros que não façam, todos serão afetados! Pequeno parêntese: (Perceba, eu não disse que não adianta eu e você fazermos a nossa parte se outros não estão fazendo; eu disse que todos serão afetados se isso acontecer, mas se eu e você fizermos nossa parte, caberá ao outro fazer a dele, para que assim haja uma solução para o problema do lixo). Pera, não, ficou grande! :P

Vivemos em uma sociedade onde tudo o que não nos serve mais é sempre jogado no lixo. Quanto mais consumimos, mais objetos passam a não nos servir mais. O problema disto é que quando jogamos qualquer coisa no lixo, essa coisa não deixa de existir – a lata de lixo não é uma caixinha mágica, não faz as coisas sumirem do nada. A partir da lata de lixo, aquilo que jogamos pode tomar destinos próprios ou impróprios. Dependendo de como a coleta será feita – isso se é feita – o que poderia ser reaproveitado já não poderá ser mais, a não ser o reaproveitamento feito por pessoas que vivem em condições desumanas nos lixões – que mostra que o lixo é um problema, além de ambiental, social e de saúde.

Assim como nunca produzimos tanto em lixo como nas últimas décadas, também nunca ouvimos falar tanto em reciclagem e reaproveitamento de materiais como nos últimos anos. A reciclagem tem se apresentando como umas das alternativas que se propõe a amenizar o problema do lixo nas grandes cidades. Transformar “lixo” – que nem sempre é lixo de fato – em novos objetos/produtos, a serem reutilizados, é uma ideia simples e brilhante! Olha só alguns benefícios da reciclagem: preserva o meio ambiente; gera empregos; produz novos materiais/objetos/produtos; diminuição e a prevenção de riscos na saúde pública; entre outros.

Além da reciclagem, aliás, primeiramente (e eu até já citei no começo do texto =P), a ideia de conscientização da população – até mesmo para que a reciclagem venha a ser uma alternativa de solução - é a medida mais adequada para se ter resultados significativos mais a frente.  Você pode até achar que é impossível que todos consigam se educar e se conscientizar a, por exemplo, fazer coleta seletiva – eu também acho; mas o mínimo que podemos fazer é começar por nós e incentivar aos outros. Se reduzirmos os desperdícios, reutilizarmos o máximo possível e separarmos o que pode ser reciclado daquilo que não pode, acumular-se-á menos lixo e, consequentemente, teremos cidades muito mais cuidadas e que proporcionam bem estar para se viver. Fica a dica, manolos e manolas!  
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